Profundidade de conteúdo, com didática e respeito à sua inteligência. Se pudesse definir o que me motivou a começar este trabalho, talvez com essa frase eu conseguisse fazê-lo.

                Como muitos professores, comecei a estudar português por causa de um professor, mas um professor, ao meu (des)entendimento, muito ruim. Ruim porque eu não via lógica naquelas supostas regras cheias de exceções, que só funcionavam em um contexto artificial de meia dúzia de sentenças descontextualizadas que ele punha na lousa.

                Não havia reflexão, pensamento, contexto, análise ou prática... mas havia uma prova! E essa prova me fez sentar diante de algumas gramáticas antigas e estudar. Aos poucos, algumas conexões foram sendo feitas e, avançando alguns anos, fizeram-me parar na faculdade de Letras da USP, especializando-me em Linguística!

                A visão da Linguística – associada ao gosto pela normativa e à paixão pela comunicação de uma forma geral (vinda do meu trabalho como ator, radialista, dublador, hipnotista e practitioner em PNL) – fez-me ver o quanto aquele “ensino” artificial era realmente insuficiente. O problema não era a estrutura da linguagem, mas a forma (ou melhor, a fôrma) com que ela era transmitida.

                Pude ver, também, que essa transmissão não precisa ser extremista: de um lado, o ensino de forma “pedante”, como se o professor fosse um ser divinal, único dominador de um vocabulário superior, elevando sua autoestima proporcionalmente à erudição de suas construções sintáticas; de outro, o professor “maceteiro”, ridicularizando a lógica da linguagem em risinhos, paródias, musiquinhas, frases feitas e jargões, como se o aluno não conseguisse entender nada mais complexo do que uma música de funk – e dá-lhe exemplos fabricados e descontextualizados para ninguém descobrir que os “macetinhos infalíveis” não são assim tão “mágicos”.

                Seria possível ensinar com didática, transmissão de fácil recepção e assimilação sem menosprezar a inteligência do aluno, ao mesmo tempo em que se aprofunda o conteúdo sem dar um ar pedante às explicações? Seria possível tirar a gramática normativa do mundo ideal dos exemplos da lousa e trazê-la à reflexão, à prática, à leitura e produção textual, entendendo, analisando e, principalmente, acertando as questões dos concursos por meio da lógica inerente a todas as línguas naturais?

                Com essa visão, iniciei o projeto PROVA DE PORTUGUÊS, agindo por meio de textos, vídeos, práticas e teorias, SEM EXCEÇÕES, simplesmente NÃO INVENTANDO REGRAS! Respeitando a sua inteligência e levando o conteúdo mais completo, de forma mais didática, para ajudar você a gabaritar a sua próxima PROVA DE PORTUGUÊS!

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