• Caco Penna

Realce! (Entenda as Orações Clivadas)


O que são as orações clivadas? Que efeito expressivo elas alcançam? Como elas funcionam sintaticamente? Continue lendo este artigo e aprenda mais sobre essa construção frasal tão usada em nossa linguagem!

REALCE! (Quanto mais purpurina melhor...)

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Eu postei recentemente um vídeo no Youtube falando sobre uma questão envolvendo a tal Partícula Expletiva ou Partícula de Realce.

https://www.youtube.com/watch?v=2cbAhqviVww&t=59s (ver aos 6 minutos)

Aliás, vamos pensar sobre a sentença com a qual comecei este artigo:

Eu postei recentemente um vídeo no Youtube...

a) Quem postou? Foi algum amigo seu?

Fui eu que postei recentemente um vídeo no Youtube...

b) Faz tempo que você postou esse vídeo?

Foi recentemente que eu postei um vídeo no Youtube...

c) Você postou o quê? Um texto?

Foi um vídeo que eu postei recentemente no Youtube...

d) Onde mesmo você postou esse vídeo? No Instagram?

Foi no Youtube que eu postei um vídeo recentemente...

Lendo até aqui, você já deve ter percebido que, além do recurso da topicalização (colocar no início do período o termo a ser destacado), enfatizei as expressões na sentença com o par verbo ser + que.

Esse tipo de construção frasal é chamada de Oração Clivada!

Clivagem: corte, separação, divisão.

Nesse tipo de oração, o “que” não exerce uma função sintática específica, podendo, inclusive, ser tirado da sentença sem prejuízo para a informação (perdendo-se somente, é claro, a ênfase, o realce dado à informação topicalizada), por isso é chamado de Partícula Expletiva (porque se pode expeli-lo, tirá-lo da sentença) ou Partícula de Realce (usada para realçar a expressão).

É importante comparar esse “que” com outros, como por exemplo:

Pronome relativo: Eu li o livro que você me indicou.

Pronome interrogativo: Que horas são?

Conjunção Integrante: Eu lhe disse que tudo daria certo.

Conjunção comparativa: Você é maior que seus medos.

Conjunção explicativa: Vá devagar, que o caminho é perigoso.

Cada “que” desses já nos renderia (pelo menos) um artigo. Então, por agora, é necessário apenas ‘perceber a diferença entre eles e os que mostrei para você no início do texto. Nestes últimos, não poderíamos “deletar” o “que” da construção, pois eles possuem efetivamente uma função na estrutura sintática, além do simples destaque.

Existem alguns outros elementos que também podem aparecer no texto para realçar-lhe o sentido. No primeiro exemplo abaixo, foi usado apenas o verbo ser; no segundo, o “onde”; no terceiro, o pronome oblíquo “me”:

1 – “Falta-lhe é a força da nossa, / criada solta em ruas, praças: / solta, à vontade do corpo, / nas praças das grandes várzeas.” (Educação pela pedra – João Cabral de Melo Neto)

2 – “Vou-me embora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei” (Manuel Bandeira)

3 – “Em casa é onde começa a formação moral do ser humano.”

Obviamente essa lista não é exaustiva. São apenas alguns exemplos de como podemos nos utilizar de elementos linguísticos para enfatizar ideias nas sentenças... além, é claro, da utilização das Orações Clivadas (que agora você já sabe o que são).

Espero ter deixado claro! Continue sempre por aqui! Ah, e estou esperando por você no Youtube, no Instagram, no Face... se você está comigo, não aceito menos do que ver você gabaritar a sua próxima Prova de Português!

Grande abraço e bons estudos!

Caco Penna

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